segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Delírios de consumo

Moro em Bauru uma cidade onde seu forte é o comércio. E por isso existem lojas para todos os bolsos. Há lojas para pessoas que parcelam no cartão (eu); para quem só vê sobrar moedinhas do pagamento (eu); para quem pode pagar em dinheiro vivo ou para aqueles “pobres” coitados que precisam renovar seu estoque de cosméticos adquiridos no exterior (nas duas últimas opções, não sou eu ). Enfim, o comércio bauruense não deixa ninguém desamparado.  Sem mencionar os vários supermercados atacadistas, mercadinhos, camelos e lojinhas de preço único. Enfim é como se fosse uma New York em versão pobre e quente. E caso o comércio bauruense esteja fechado, posso fazer compras online. Agora me responda: Como sonhar em não ser consumista como eu? Assistindo Delírios de Consumo de Becky Bloom, antes de sair às compras. Este filme é como se fosse uma resenha da minha vida, sem o chefe gato, sem casacos de pele, sem cabelo ruivo, sem corpo magrinho e outras coisas bonitas, mas o resto é minha vida. Será que os americanos estão me espionando pelo Angry Bird ? Fato que não existe um livro/filme que melhor descreve como eu sou ao ir às compras.  Pura sincronia. Mas isto irá acabar. Ou melhor, já está acabando. Como? Um dia de cada vez =D. Sério. Todos os dias tenho no mínimo três oportunidades de gastar em alguma coisa que não é necessária. Pode ser no supermercado, padaria, farmácia ou barzinho da esquina isso tudo antes de sair do bairro onde moro. E por que gastar tanto? Boa pergunta. Reparei que tudo o que vejo e está tecnicamente (cartão de crédito ou moedinhas) acessível acabo comprando sem piscar. No final do mesmo dia paro e penso “Por que comprei isso mesmo?”. E assim vou deixando meu dinheiro evaporar todos os dias. Deixava. Depois de assistir aos “Delírios de consumo” duas vezes seguidas, percebi como é vergonhoso e pavoroso este instinto de gastar. Quanto dinheiro eu poderia ter poupado? Muito dinheiro. Então só me resta praticar a atitude de pensar antes de gastar. Por isso elaborei uma listinha para o mês de fevereiro de coisas que não conhecerão a cor do meu cartão de crédito/moedinhas:

  •    Inscrição do concurso da Caixa Econômica Federal.
Valor R$ 43,00
Motivo: Não terei tempo para estudar, por isso não vou passar.

  •   Leave in Mandioca.
Valor : R$ 29,99
Por quê: Tenho metade de um  leave in Mandioca ativador de cachos com colágeno, dois seda cachos um na metade e outro fechado e quando eu organizar meu guarda – roupa vou descobrir mais alguns perdidos.
  •   Avon
Valor: Depende do que meus olhos enxergarem.
Motivo: Preciso acabar com todos os produtos que tenho. Eu já estava me habituando a estocar os produtos da Avon quando estavam em promoção.
  •  Natura
Valor: Acima de R$ 50,00
Motivo: Tenho no mínimo quatro embalagens de hidratantes abertos. Fora os hidratantes que não são da Natura.

  •  Roupas
Valor: Depende da numeração que estiver disponível.
Motivo: Meu guarda – roupa está suplicando: “Não compre mais roupas sua doida. Guarde este dinheiro para consultar um psiquiatra.”

E para motivar a sua pessoa a assistir ao filme, algumas imagens constrangedoras:





 

2 comentários:

  1. Gostei do texto justificado ^^ E acho que incricao do concurso nunca é a toa, vc pode nao ter tempo de estudar, mas eu tbm nao tive e hoje faço uma faculdade, se tivesse o mesmo pensamento, jamais faria a inscricao (e foi o dobro da do concurso)

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    1. Sim, é algo a ser levado em consideração.

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